segunda-feira, 30 de maio de 2011

Os vírus de computador: eles “ainda existem” e incomodam muita gente! (*)

Por Azevedo Pardinho (**)

Havia prometido aos leitores que nesta edição iria desenvolver melhor o assunto estabilizadores entretanto, por motivo de força maior, optei por discorrer por um assunto interminável: os vírus de computador, atualmente, mais conhecidos por “malwares”. Recentemente tive uma luta árdua com um tal de “sality” (que bloqueia o editor de registro e o gerenciador de tarefas) que, após horas de combate, tive que “dar o braço a torcer” e formatar a máquina, diante dos danos causados aos arquivos executáveis, me fazendo lembrar dos primórdios da computação pessoal, quando os primeiros vírus conhecidos atacavam a inicialização (boot) das máquinas assim como os programas executáveis exigindo, na maioria das vezes, a formatação completa, acarretando na perda total das informações gravadas na máquina em questão. Nesta época (1990) eram famosos vírus como o Athenas, o Michelangelo e o Leandro & Kelly, este último em homenagem a um terno casal de namorados brasileiros, do Recife, se não me falha a memória, demasiadamente utilizada em mais de duas décadas de computação pessoal. A partir dos anos 90, os malwares criados pelos malfeitores da tecnologia (hackers do mal e crackers) deixaram de objetivar a “destruição” das informações para buscar algo mais (entre aspas) inteligente: roubar dados das vítimas para futuras invasões, inclusive, desviar dinheiro de contas bancárias, pela internet. Nesta nova lógica de programação, não era interesse dos criadores destes malwares “danificar o sistema” da vítima, mas sim, se infiltrar (invadir) o sistema na busca de informações sensíveis (trojans que colhem senha de banco, por exemplo). Pelo que tenho visto, o sistema bancário, para evitar este tipo de fraude, tem incentivado os clientes o uso de “tokens” que são uma espécie de “pen drive” que pode gerar uma senha on line, instantânea, e exclusivamente temporária, validada para apenas uma transação o que (neste momento) impede completamente todas as formas de invasão conhecidas. Evito citar bancos mais ou menos seguros, mas posso dizer tranqüilamente que os bancos que mais investiram em tecnologia nas três décadas mais recentes, estão sendo os bancos mais seguros para operações “on line” na atualidade. Bom, reportando ao assunto em questão, mais uma vez, incansavelmente, vou sugerir as técnicas mais apropriadas para você usuário de computador, se sentir mais seguro, enquanto utiliza um computador que, invariavelmente está conectado à internet. Neste momento tenho confiado num mix de produtos que alia o antivírus alemão “antivir”, também conhecido como Avira, sempre aliado ao já consolidado Malwarebyte Anti-malware (MBAM), mantido por uma ONG transnacional que tem sido muito eficaz na identificação e na remoção dos malwares conhecidos. Os outros produtos, em todos os testes, infelizmente foram reprovados, inclusive alguns “vendidos” por algumas sacanas “provedoras” de internet. Agora, em se tratando ao “sality”, amigo... tenho testado a versão 2011 do AVG que está prometendo erradicar o intruso mas, como é tecnologia, os caminhos são um tanto incertos. É bom estarmos sempre atentos. Boa leitura pessoal.

(*) publicado originalmente em janeiro/2011 no Jornal Voz Tatuquarense
(**) Azevedo Pardinho atende domicílios há mais de 10 anos na área de suporte técnico em informática. Contato: (41) 9966-2296 / 8503-9859 / 3248-5366 / 8721-7339 / 9145-4236.

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